O presidente da Associação Médica de Goiás (AMG), Dr. Washington Luiz Ferreira Rios, abriu no dia 4 de março, na sede da entidade, o I Simpósio Goiano de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). O evento foi coordenado pela Prof.ª Dra. Hérica Cirilo e reuniu especialistas, pesquisadores e gestores para discutir o papel das evidências científicas e da inovação na qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS). A palestra de abertura foi conduzida pela Dra. Cristiana Toscano, coordenadora do Centro de Excelência e Tecnologia em Inovação e Saúde da UFG (Ceti-Saúde).
Com formato híbrido e participação de professores e especialistas de destaque nacional, o simpósio promoveu debates sobre o uso da Avaliação de Tecnologias em Saúde como ferramenta estratégica para aprimorar decisões em políticas públicas e na assistência à saúde.


Durante a abertura, Dr. Washington destacou a importância de iniciativas que aproximem ciência, gestão e prática assistencial. “Receber um evento como este na Associação Médica de Goiás reforça o nosso compromisso com a ciência, a educação médica e o fortalecimento de decisões em saúde baseadas em evidências, fundamentais para a qualificação da Medicina”, afirmou.
O simpósio foi criado com o objetivo de ampliar o debate sobre Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) no estado, integrando evidências científicas, inovação e práticas assistenciais. A iniciativa busca fortalecer o ambiente de produção científica e de análise crítica das tecnologias utilizadas na saúde, contribuindo para decisões mais seguras e eficientes.
Palestra destaca papel da inovação e da avaliação de tecnologias na sustentabilidade do SUS


Na abertura, a Dra. Cristiana Toscano abordou a relação entre inovação em saúde e a importância da avaliação de tecnologias para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante sua exposição, a pesquisadora discutiu a evolução das inovações tecnológicas na área da saúde e os desafios trazidos pelo surgimento de tecnologias cada vez mais complexas e de alto custo.
Segundo ela, a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é fundamental para subsidiar decisões relacionadas à incorporação e ao monitoramento dessas tecnologias no sistema público. “As inovações em saúde avançam em ritmo muito acelerado e, muitas vezes, envolvem tecnologias de alta complexidade e alto custo. Por isso, a avaliação de tecnologias em saúde é cada vez mais importante para apoiar decisões qualificadas na gestão do sistema de saúde”, afirmou.
Durante sua apresentação, a palestrante ressaltou que o SUS é o maior sistema público de saúde do mundo, o que exige mecanismos consistentes de avaliação para garantir sustentabilidade financeira, qualidade da assistência e eficiência na gestão. “As ações de avaliação de tecnologias em saúde são fundamentais para a sustentabilidade do SUS, assegurando que as decisões sejam baseadas em evidências e contribuam para a qualidade, equidade e eficiência do sistema”, destacou.
A Dra. Cristiana Toscano também apresentou um panorama da estrutura da ATS no Brasil, mencionando a atuação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats) e dos Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS). Outro ponto abordado foi o crescimento da judicialização da saúde e a criação da rede NATJus, que reúne núcleos de avaliação de tecnologias voltados a subsidiar decisões judiciais com base em evidências científicas.
A palestrante também ressaltou o papel das instituições de pesquisa no fortalecimento da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). Entre elas, destacou o Centro de Excelência e Tecnologia em Inovação e Saúde da UFG (Ceti-Saúde), que abriga um Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), também sob sua coordenação. O núcleo é responsável por desenvolver estudos que subsidiam a tomada de decisão de gestores públicos, como os da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. Segundo ela, a articulação entre instituições científicas, centros de pesquisa e gestores é fundamental para acompanhar as inovações na área da saúde e fortalecer decisões baseadas em evidências no SUS.





