Uso de corticoide para tratar hepatotoxicidade associada a estanozolol e aines

relato de um caso

Autores

  • Fernanda Barros Viana Hospital de Base do Distrito Federal, Universidade de São Paulo (USP) Autor
  • Lígia Aparecida Machado Hospital de Base do Distrito Federal Autor
  • Liliana Sampaio Costa Mendes Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Universidade de São Paulo (USP), Hospital de Base do Distrito Federal Autor

Palavras-chave:

LESÃO HEPÁTICA INDUZIDAPOR DROGAS, ESTANOZOLOL, ESTEROIDE ANABOLIZANTE, ANTI-INFLAMATÓRIO NÃO ESTEROIDE

Resumo

A lesão hepática induzida por drogas (LHID) pode ser em decorrência de diversos agentes. É classificada em dose-dependente ou idiossincrática, a depender de características da droga e do usuário. À partir do relato de um caso e com base em revisão da literatura, discutiremos a patogênese da LHID, a modulação imunológica deflagrada pela droga e o uso de corticoterapia como terapêutica. Apresentação do caso: Paciente de 28 anos usou anabolizante esteroide estanozolol por um mês e em seguida de diclofenaco por duas semanas. Evoluiu com colestase e aumento de transaminases, com FAN reagente. Foram excluídas hepatites virais, HIV, sífilis, hepatite autoimune, hemocromatose e o ultrassom de abdome foi normal.Por manter aumento progressivo de bilirrubinas, a despeito da suspensão das drogas, bem como novo aumento das transaminases, foi optado por iniciar prednisona. Evoluiu com melhora clínica e de bilirrubinas, porém mantinha aumento considerável das transaminases e as canaliculares ainda estavam acima do valor de referência. Foi optada pela realização de biópsia hepática, a qual evidenciou hepatite colestática. Após o desmame do corticoide, o paciente manteve-se assintomático, com bioquímica normal. Discussão: Apresentamos um caso de LHID mista após associação de anabolizante e anti-inflamatório não esteroide. A corticoterapia foi realizada pela possibilidade de LHID autoimune-like ou hepatite autoimune idiopática deflagrada por droga. A biópsia não foi conclusiva acerca de nenhuma das afecções. O paciente teve melhora com o corticoide, estando assintomático sem a droga. Acreditamos que a corticoterapia possa reduzir o tempo de doença em pacientes com risco para cronicidade.

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Publicado

01-10-2020

Edição

Seção

Relato de Caso

Como Citar

1.
Viana FB, Machado LA, Mendes LSC. Uso de corticoide para tratar hepatotoxicidade associada a estanozolol e aines: relato de um caso. Rev Goiana Med [Internet]. 1º de outubro de 2020 [citado 31º de janeiro de 2026];(58):53-8. Disponível em: https://www.amg.org.br/osj/index.php/RGM/article/view/102